Tecnologia
Nvidia aposta forte no 6G para impulsionar a próxima revolução da Inteligência Artificial

A Nvidia, actualmente a empresa mais valiosa do mundo, está a posicionar-se na linha da frente da próxima geração de redes móveis, defendendo que o futuro do 6G deve ser construído para suportar plenamente serviços e dispositivos baseados em Inteligência Artificial (IA).
A fabricante de semicondutores anunciou uma parceria estratégica com várias empresas de telecomunicações, incluindo a Nokia, a SoftBank Group e a T-Mobile US, com o objectivo de desenvolver redes de sexta geração assentes em computadores e software capazes de utilizar IA para gerir o tráfego rádio de forma segura e eficiente.
O anúncio foi feito no domingo, coincidindo com a abertura de uma conferência internacional do sector das telecomunicações, em Barcelona.
5G já não responde às exigências da era da IA
Segundo a Nvidia, a actual geração de redes móveis, o 5G, foi concebida essencialmente para ligar pessoas através de voz e dados, permitindo o acesso a informação. No entanto, não foi projectada para suportar a utilização massiva de aplicações baseadas em Inteligência Artificial.
“O actual modelo de redes simplesmente não está preparado para os casos de uso do futuro”, afirmou Ronnie Vasishta, responsável pela área de telecomunicações e estratégia da Nvidia. “Na era da IA, tudo muda. As redes não irão apenas servir humanos nos seus telemóveis, mas também máquinas.”
De acordo com o executivo, as futuras infra-estruturas de telecomunicações precisarão de ser “centenas de milhares de vezes” mais eficientes, uma vez que o espectro rádio disponível é limitado para suportar os novos níveis de utilização previstos.
Novo mercado estratégico para a Nvidia
A Nvidia, cujos chips estão no centro da actual explosão da IA a nível global, procura assim abrir um novo mercado e remover potenciais obstáculos ao crescimento do sector.
A empresa já disponibiliza versões dos seus chips, computadores e software para utilização em redes de telecomunicações e pretende expandir significativamente esta área de negócio.
Ao mesmo tempo, a fabricante precisa que a Inteligência Artificial se expanda para novas áreas — o chamado “IA física”, aplicada a robôs, veículos autónomos e outras máquinas — de modo a manter a procura pelos seus centros de dados, actualmente os maiores consumidores da sua tecnologia.
Sem redes sem fios preparadas para tráfego orientado por IA, a visão da Nvidia de um mundo dominado por robôs humanoides e carros autónomos poderá demorar mais tempo a concretizar-se.
6G: disputa estratégica antes da definição dos padrões
Tradicionalmente, o sector das telecomunicações evolui para uma nova geração tecnológica a cada década. À medida que se aproximam as discussões sobre os padrões técnicos que irão definir o 6G, empresas formam alianças para influenciar o rumo da indústria de forma favorável aos seus produtos.
Este modelo, contudo, tem um histórico misto, com esforços concorrentes que por vezes atrasaram a implementação de novas redes ou resultaram em infra-estruturas incompatíveis entre si.
A Nvidia defende que os novos equipamentos e softwares devem ser essencialmente abertos. Em vez de dispositivos fechados com hardware específico, as rádios que enviam e recebem tráfego sem fios deverão ser controladas por software actualizável, executado em computadores de uso mais generalizado.
Além disso, o tráfego de dados deverá ser gerido por software de IA capaz de responder a padrões e prioridades em rápida mudança — algo que, segundo a empresa, não é actualmente possível.
Espaço para novos “unicórnios” das telecomunicações
Num ambiente mais aberto e orientado por software, o sector poderá tornar-se mais receptivo ao surgimento de novos operadores, incluindo startups capazes de alcançar rapidamente avaliações bilionárias.
“É assim que nascerá o próximo unicórnio das telecomunicações”, afirmou Vasishta, sublinhando que, na última década, o sector registou poucas novas entradas relevantes.
Com o 6G ainda em fase de definição, a corrida tecnológica já começou — e a Nvidia quer garantir que a próxima geração de redes seja construída à medida da Inteligência Artificial.
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