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Africa

Gana institui “Dia do Fugu” para valorizar traje tradicional e reforçar identidade cultural

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Os ganeses celebraram o tradicional vestuário tecido à mão, conhecido como fugu, smock ou batakari, depois de o Governo ter declarado a quarta-feira como “Dia do Fugu”, uma iniciativa destinada a promover o uso regular da indumentária tradicional.

A medida surge na sequência de um episódio que gerou debate público, quando o Presidente da Gana, John Dramani Mahama, utilizou traje tradicional Fugu durante uma visita oficial à Zâmbia.

Segundo a ministra do Turismo da Gana, Abla Dzifa Gomashie, a observância semanal visa reforçar a identidade cultural do país e projectar uma imagem de confiança no cenário internacional.

Kafui Tay, oficial cultural do Ministério da Cultura e Artes Criativas, sublinhou que o termo mais apropriado para a peça é “fugu” ou “batakari”, questionando a origem da designação “smock”. Explicou ainda que o batakari carrega profundo significado simbólico.

“No passado, o batakari não era usado por qualquer pessoa. O tipo de batakari que se veste comunica quem a pessoa é e que tipo de evento está a frequentar”, afirmou.

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O fugu, originário do norte da Gana, é confeccionado a partir de tiras de algodão tecidas manualmente e posteriormente cosidas para formar uma túnica larga, semelhante a um poncho.

Tradicionalmente associado a chefes e figuras de autoridade, o traje é amplamente reconhecido como símbolo de liderança, estatuto e herança cultural. Em vários contextos internacionais, a peça já foi confundida com uma blusa feminina. Embora seja predominantemente usada por homens — frequentemente combinada com calças e chapéu a condizer — existe também uma versão feminina distinta, geralmente mais comprida.

Com a criação do “Dia do Fugu”, as autoridades ganesas pretendem revitalizar o orgulho cultural e incentivar a valorização do património têxtil nacional.

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