Economia
Dívida pública de Moçambique ultrapassa 1,09 bilião de meticais

A dívida pública de Moçambique aumentou quase 5% em termos anuais em 2025, passando de 1,043 bilião de meticais no final de 2024 para 1,095 bilião de meticais até Dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério das Finanças de Moçambique.
De acordo com informações sobre a execução orçamental, o montante total da dívida divide-se em 621,284 mil milhões de meticais de dívida externa e 474,013 mil milhões de meticais de dívida interna.
Aumento do financiamento interno
Entre os componentes da dívida interna destaca-se o financiamento concedido pelo Banco de Moçambique, que atingiu 95,665 mil milhões de meticais em 2025. No final de 2024, este valor situava-se em 66,565 mil milhões de meticais, segundo dados históricos divulgados pelo Ministério das Finanças.
Mais de 53 mil milhões de meticais pagos em serviço da dívida
Apenas em serviço da dívida, o Estado moçambicano pagou cerca de 53,345 mil milhões de meticais em 2025, o equivalente a cerca de 708,2 milhões de euros.
Este montante representou 89,1% do orçamento anual destinado ao serviço da dívida e corresponde a uma redução de 19% face a 2024, segundo o mesmo documento oficial.
Do total pago:
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40,686 mil milhões de meticais corresponderam a juros da dívida interna
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12,516 mil milhões de meticais foram destinados a juros da dívida externa
No conjunto das despesas de funcionamento do Estado em 2025, o serviço da dívida representou 15,2% do total.
FMI considera dívida “insustentável”
Na sua mais recente avaliação sobre o país, concluída este mês, o Fundo Monetário Internacional voltou a alertar para a situação da dívida pública moçambicana.
Segundo o organismo, a dívida externa de Moçambique apresenta “alto risco de insolvência”, enquanto o nível geral de endividamento é considerado crítico.
“O endividamento é actualmente considerado insustentável, sobretudo devido à inviabilidade política de um ajustamento abrangente que possa garantir a sustentabilidade da dívida”, refere o FMI no relatório.
A instituição aponta ainda riscos adicionais de agravamento da trajectória da dívida, incluindo a contratação de novos empréstimos em condições desfavoráveis ou eventuais atrasos no reinício dos megaprojectos de Gás Natural Liquefeito no país.
Necessária estratégia macroeconómica coordenada
Para o FMI, Moçambique precisa de implementar uma estratégia abrangente e coordenada para reduzir os desequilíbrios macroeconómicos e restaurar a sustentabilidade da dívida.
Entre as medidas sugeridas estão:
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consolidação fiscal, com controlo da massa salarial do Estado
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reforço das receitas públicas
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criação de espaço fiscal para investimentos em desenvolvimento e programas de protecção social
A instituição acrescenta que poderá ser necessário recorrer a mecanismos voluntários de gestão de passivos nos mercados financeiros, de modo a aliviar as pressões de financiamento de curto prazo enfrentadas pelo país.
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